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Palavra do Vice-Presidente

DUAS PREMISSAS ELEMENTARES DOS SERVOS DE CRISTO...

   Certa vez, quando ainda era adolescente, lembro-me que o pastor pregou uma mensagem à igreja, cujo tema era “identificando-se como servos de Cristo”.  A pregação daquele domingo marcou profundamente minha vida, sobretudo porque àquela época já me sentia chamado para o ministério pastoral.  Lembro-me com muita clareza daquele pregador, em terminado ponto do sermão, fazer a seguinte pergunta: “Você já se achou como servo”?
                Bem, passados cerca de 30 anos, aquela pergunta retórica ainda lateja na consciência em minha consciência, e penso que, é patente na vida de cada crente, haja vista que, a cada dia, precisamos “nos achar como servos”. É claro que a expressão é rica, e muito abrangente no campo da vida cristã e do seguir a Cristo, uma vez que ninguém segue plenamente a Cristo sem que se tenha submetido a Ele, tornando-se verdadeiro servo. O fato é que, de acordo com as dimensões do serviço cristão, as Escrituras e em particular, a referência ao oficialato da igreja dos efésios, vemos que somos identificados como servos de Cristo e servos uns dos outros. Identificados assim, todos servem, não obstante as posições ou cargos eclesiásticos que ocupem no corpo, que é a igreja. Foi nesse diapasão que naquele passado tão distante, o mesmo escritor irmão nosso, que tanto serviu como apóstolo, disse aos Coríntios: “Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto, conforme o Senhor concedeu a cada um”. (I Co. 3.5). O problema, entretanto, é que esse sentido “abrangente” de servo, em determinadas circunstâncias da vida cristã, pode rechear-se de silogismos e não explicitar de maneira apropriada o verdadeiro conceito vivencial de servo. Sem pretender incorrer nisso aqui, fato é que, é muito difícil acharmo-nos como servos. Aliás, só nos achamos como servos se antes tivermos sido feitos servos; e é Cristo quem faz o servo no seu reino, haja vista, isso envolver um processo sobrenatural que não diz respeito a uma dominação despótica com as quais os escravos e súditos eram forjados por meio de seus algozes em muitos contextos da história das civilizações humanas...

Rev. Neurival Feitosa

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